POSITIVE BLACK NEGATIVE WHITE

Softcover, Perfect bound  
Dimensions 210 x 260 mm, portrait
Laminated Gloss cover 250 gr
b/w digital printing on matte 115 gr
Language: Portuguese / English  
500 pages
Publication Date, 19 Apr 2021

Analogue Photographs by Lara Kantardjian and Paulo Abrantes

Prefácio / Foreword: ‘Images haunt language like a shadow’
by António Barrocas
Posfácio / Afterword: Essay by Miguel Soares de Albergaria

English Translation by Ana Paula Borralho de Gouveia  

Co-Published by
K. Editions / Sublime Void (London) 
The Rolling Square Editions (Portugal)

 

SOFTCOVER BOOK

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Sample Pages and Excerpts 

From the Foreword by António Barrocas

A fotografia de rua estará sempre intimamente ligada ao passeio, ao deambular, à flânerie de Baudelaire e o encanto perante o mundo da cidade. As descrições de ‘frames’ das cidades, reservadas à palavra e aos escritores depressa ficarão guardadas na memória da placa sensível e da película. A rua torna-se um tema e a câmara, um instrumento de scopophilia por excelência, a ela se dedica.

Positive Black Negative White
Lara Kantardjian e Paulo Abrantes reúnem um significativo conjunto de imagens e, na tradição da linha da Provoke e de Daido Moryama, optam sua pela divulgação em livro. As imagens distribuem-se por treze capítulos: Nameless Streets; Birdless Skies; Open Passageways; Moonshine; Some Kind Of Ghosts; City Of Grey; There’s A Crack In
Everything; Black Comeback; Strange News From Another Star; Lonely Street Lonely Town; Beginning To Blue; Empty Space Odyssey; Arriving Somewhere But Not Here.

Um dos subtítulos suscitou-nos particular atenção – ‘there’s a crack in everything’ – e lembrou-nos as palavras de Nakahira Takuma quando refere que a existência de uma paisagem oficial da cidade na qual procura a ‘falha’iv. E, é essa falha – esse outro mundo ou mundos – que os autores procuram ou encontram e revelam nas suas imagens num processo intencional que parte do uso da câmara, da película até ao resultado final. A fotografia recusa a simples mimesis o – imitare – (campo do indexical) e parte para um processo de produção de texto
– ritrarre – (campo da metáfora e do simbólico) que revele um mundo para lá das aparências. Estamos no domínio da transfiguração.



Street photography will always be closely linked to the stroll, to the meandering, to Baudelaire’s flânerie and to the charm before the city atmosphere. The descriptions of the cities’ ‘frames’ – which traditionally are the sphere of the word and of the writers – will soon be stored in the memory of the sensitive plate and of the film. The street becomes a theme and the camera, which becomes an instrument of scopophilia par excellence, is dedicated to it.

Positive Black Negative White
Lara Kantardjian and Paulo Abrantes who bring together a significant set of images and, in the tradition of the Provoke and Daido Moryama line, choose to have them published in a book. The images are distributed in thirteen chapters: Nameless Streets; Birdless Skies; Open Passageways; Moonshine; Some Kind Of Ghosts; City Of Gray; There’s A Crack In Everything; Black Comeback; Strange News From Another Star; Lonely Street Lonely Town; Beginning To Blue; Empty Space Odyssey; Arriving Somewhere But Not Here.

One of the subtitles drew our attention in a particular way – ‘there’s a crack in everything’ – it reminded us of the words of Nakahira Takuma when he mentions the existence of an official city landscape in which he looks for ‘failure’iv. And, it is this crack – that other world or worlds – that is either sought by the authors or found and intentionally revealed in their images, that starts from the use of the camera, from the film to the final result. Photography refuses the simple mimesis the – imitare – (field of the indexical) and launches a text production process – ritrarre – (field of metaphor and symbolic) which reveals a world beyond appearances. We are in the sphere of transfiguration.

Lisboa, January 2021©

From the Afterword by Miguel Soares de Albergaria

…Cada fotografia destas é uma diferente open passageway que escolho deixar-me atravessar ou não, e em que direções.

Cada fotografia destas constitui assim o que, julgo, se pode chamar uma “obra de arte”: algo que é um artefacto; e que, independentemente de qualquer eventual utilidade sua para este trânsito operacional em que, por ruas, escadas ou praias, nos encontramos imediata e intersubjetivamente, faculta algum desdobramento emocional, percetual ou intelectual desse mundo imediato. Mais especificamente, com Bazin reconheceremos na arte da fotografia – pela sua mediação tecnológica entre o ser humano que a aciona, o mundo, e os seres humanos que observam este último através das imagens obtidas – um ponto ótimo da continuidade entre as “fine arts” e as “practical or industrial arts” (uma continuidade assinalada por John Dewey, na esteira das posições teóricas de Peirce). Ou seja, no exercício (incluindo a observação crítica) da arte fotográfica retomamos a antiga dimensão artística da techné grega, e a sequente dimensão técnica da ars latina, que o mecanicismo Moderno e as consequentes distopias contemporâneas têm ignorado ou mesmo negado. Enfim, é da civilização que somos que tratamos quando aceitamos entrar pela ondulante rua escura e pela viela íngreme de alguma velha cidade que abrem este livro.



…Each of these photographs is a different open passageway that I choose to allow myself to cross or not, and in which directions.

Each of these photographs thus constitute what, I think, can be called a “work of art”: something that is an artifact; and that, regardless of any possible use it may have for such operational transit in which, through streets, stairs, or beaches, we find ourselves immediately and intersubjectively, it provides some emotional, perceptual, or intellectual unfolding of that immediate world. More specifically, with Bazin we will recognize, in the art of photography – by its technological mediation between the human being who triggers it, the world, and the human beings who observe that same world through the images obtained – an optimum point of continuity between the “fine arts” and the “practical or industrial arts” (a continuity pointed out by John Dewey, in the wake of Peirce’s theoretical positions). In other words, in the exercise (including critical observation) of photographic art, we return to the ancient artistic dimension of Greek techné, and the subsequent technical dimension of Latin ars , which Modern mechanism and the consequent contemporary dystopias have ignored or even denied. Anyway, we are dealing with our civilization when we accept to enter the undulating dark street and the steep alley of some old city that open this book.

Ponta Delgada (São Miguel, Azores), January 2021©

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